
A hepatite B é uma infecção que é causada pelo vírus HBV, que atinge o fígado e pode se apresentar de forma aguda ou crônica. Muitas pessoas não sentem nada nas fases iniciais e só descobrem a doença anos depois, quando já existem alterações hepáticas.
Quando aparecem, os sintomas podem incluir cansaço, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados. Na forma crônica, a infecção pode evoluir para cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 240 milhões de pessoas viviam com hepatite B crônica em 2024. No mesmo ano, a doença esteve relacionada a aproximadamente 1,1 milhão de mortes, sobretudo por cirrose e câncer de fígado.
O vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue e outros fluidos corporais contaminados. Isso pode acontecer em relações sexuais sem preservativo; compartilhamento de agulhas, seringas, lâminas, alicates de unha e escovas de dente; acidentes com materiais perfurocortantes; e procedimentos como tatuagens e piercings quando não são seguidas as normas de biossegurança.
Também pode ocorrer transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou até durante o parto. Quando a infecção acontece nos primeiros anos de vida, o risco de ela se tornar crônica é muito maior, o que torna a vacinação infantil especialmente importante.
A vacinação é a principal forma de prevenção da hepatite B. Ela estimula o organismo a produzir proteção contra o vírus antes que ocorra uma exposição e está disponível gratuitamente no SUS para pessoas não vacinadas, independentemente da idade.
Além de prevenir a hepatite B, a vacina também protege contra a hepatite D, pois esse vírus depende da presença do HBV para causar infecção.
A vacina é indicada para todas as pessoas que ainda não completaram o esquema vacinal. Para adultos, o calendário do Ministério da Saúde prevê três doses, conforme o histórico de vacinação. Quem não sabe se recebeu todas as doses deve procurar uma unidade de saúde com a carteira vacinal, quando disponível, para avaliação.
Algumas pessoas podem precisar de esquemas especiais, como pacientes imunodeprimidos, pessoas em tratamento de determinadas doenças e profissionais com maior exposição a sangue e materiais biológicos. Nesses casos, a orientação deve ser individualizada.
O Calendário Nacional de Vacinação recomenda uma dose contra hepatite B ao nascer, seguida das doses previstas na vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses.
Essa primeira dose é importante porque ajuda a prevenir a transmissão da mãe para o bebê. Quando a gestante tem hepatite B, o recém-nascido também pode precisar receber imunoglobulina específica, preferencialmente nas primeiras 24 horas de vida, conforme orientação da equipe de saúde.
Mesmo com a vacina, outras medidas continuam importantes: usar preservativo; não compartilhar itens que possam ter entrado em contato com sangue; exigir materiais descartáveis ou esterilizados em tatuagens, piercings, manicures e procedimentos de saúde; e utilizar equipamentos de proteção quando houver risco ocupacional.
A hepatite B pode ser identificada por exames de sangue, inclusive testes rápidos disponíveis nos serviços de saúde. Quem teve situação de risco, convive com uma pessoa diagnosticada ou não sabe se está vacinado deve procurar orientação.
Por ser frequentemente silenciosa, a hepatite B pode avançar sem chamar atenção. A vacina oferece uma forma segura e eficaz de reduzir esse risco antes que a infecção aconteça.
Revisar a carteira vacinal, completar as doses pendentes e buscar orientação em caso de dúvida são atitudes simples que protegem o fígado e ajudam a evitar complicações graves no futuro.
A Irídio Consultoria e Corretora de Seguros Ltda, inscrita no CNPJ nº 35352377000194 e registrada na SUSEP sob o nº 202002015, atua na atividade de corretagem de seguros referente aos produto de planos de capitalização, seguros de danos, planos de previdência complementar, microsseguros e seguros de pessoas.